sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Por Alguém.

São vozes por todos os lados. Olhares que podem ou não estar sendo direcionados a você, e você não se importa. Não se importa. Qualquer voz ou olhar não faz diferença para uma pessoa se não for liberado por alguém que realmente brilha para você e consequentemente, o faz brilhar, também.

Quartos escuros são só o que nos confortam pelo tempo que temos. Aperto minhas mãos contra minhas próprias mãos, e espero que os sonhos mais bonitos se tornem seus. Não existem dúvidas, elas são criadas apenas para que possamos fugir de algo que temos medo. Estou emergindo todo o bem que alguém ainda carrega no próprio porão interno. Sem dúvidas. Alguns olhos abertos, desesperados por encontrar rostos confortadores. Alguns olhos fechados para tocar esses rostos, sentindo cada traço detalhadamente, em mãos frágeis e brutas.

Eu não sei a cor dos meus olhos, da minha pele, das paredes do meu quarto e nem do céu que está do lado de dentro e do lado de fora. E não espero que um dia eu saiba. Uma alma não é completa com sua outra parte vagando por aí. E por isso, cada silêncio, cada caminhar, cada milha de distância faz do tão distante, alguma esperança. Esperarei.